quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Dia Internacional das Bibliotecas Escolares

No dia 22 de Outubro comemorou-se o Dia Internacional das Bibliotecas Escolares, que foi assinalado no Agrupamento João Roiz com um conjunto de actividades que procuraram sensibilizar a comunidade escolar para a importância das Bibliotecas na promoção da leitura e no apoio aos curricula.

A equipa da BE/CRE criou três concursos que trouxeram grande dinâmica e entusiasmo àquele espaço: Identifica os Escritores, Quem Escreveu estes Livros? e Sabichão da BE/CRE. Alunos, professores e funcionários, através da sua participação, mostraram os seus conhecimentos literários bem como o saber que detinham acerca do fundo documental e modo de funcionamento da Biblioteca Escolar. Para recompensar os utilizadores /participantes foram oferecidos prémios que fizeram as delícias de todos quantos os receberam.

A equipa da BE/CRE procurou ainda descentralizar as actividades e convidou professores de várias disciplinas – porque todos somos professores de Português - a assinalarem a data falando aos seus alunos da importância da Biblioteca Escolar, dos livros, da leitura, e o resultado foi surpreendente. Desde leitura de poemas, a relatos de histórias pessoais e momentos musicais, tudo contribuiu para relembrar que se "Aprende Mais e Melhor na Biblioteca Escolar".

Outra das iniciativas que assinalou este importante dia foi a criação do blogue que poderá visitar no endereço http://becrejroiz.blogspot.com/, que possibilita uma interacção permanente entre os seus utilizadores.

Os alunos da EB1 Qta. da Granja aproveitaram este dia para se deslocarem à novíssima Biblioteca Pública, onde foram recebidos para efectuarem uma visita guiada. Desta forma ficaram a conhecer, com detalhe, todos os cantinhos deste espaço moderno. Antes do regresso à escola, os pequenos aprendizes ainda se deleitaram com uma sessão de contos.

E porque é urgente ensinar valores como a Solidariedade, foi lançada ainda uma campanha de angariação de fundos com o intuito de adquirir livros e material escolar para os meninos de Timor. Esperamos, assim, levar a Leitura e o Sonho até ao outro lado do Mundo.

Helena Diogo
Luísa Fernandes

Natal



Ninguém o viu nascer.
Mas todos acreditam
Que nasceu.
É um menino e é Deus.
Na Páscoa vai morrer, já homem,
Porque entretanto cresceu
E recebeu
A missão singular
De carregar a cruz da nossa redenção.
Agora, nos cueiros da imaginação,
Sorri apenas
A quem vem,
Enquanto a Mãe,
Também
Imaginada,
Com ele ao colo,
Se enternece
E enternece
Os corações,
Cúmplice do milagre, que acontece
Todos os anos e em todas as nações.
Miguel Torga
in: Poesia Vol.IV

Serão Evocativo da Obra de Miguel Torga

Não há uniformidade de critério possível perante a surpreendente e paradoxal diversidade da vida. (Diário XII)


Falar de Miguel Torga implica necessariamente fazer alusão a duas ideias que são de todo transversais ao seu pensamento: o amor à vida e a força da terra! Escrever sobre o serão evocativo de Miguel Torga é meu imperativo de consciência.
Este serão, na linha de outros, assume-se definitivamente como um espaço de fruição da palavra. Da magia das frases. De rasgar de horizontes. E com um público fiel. Não de elites pedantes, às quais Miguel Torga era tão avesso, mas de professores, alunos, funcionários, pais, entre outros, que participam, reflectem e perspectivam. Com dúvidas e limitações! Tal como aquelas gentes finitas e condicionadas que Miguel Torga nunca se cansou de evocar.
Num meio social que vive uma espécie de anestesia cultural, esta iniciativa é uma lufada de ar fresco.
Obrigado!
Ao Conselho Executivo pela responsabilidade da iniciativa. À equipa da BECRE pela organização. E o bom gosto colocado no detalhe. Evidenciado na ocupação do espaço, na distribuição da luz e na decoração das mesas. Mas também no desenrolar natural e harmonioso dos protagonistas. Aos músicos, aos alunos premiados e ao Miguel Torga, de traço austero e carácter humanista.
O serão teve, ainda, o condão de ser abrilhantado com a presença simpática e jovial da Professora, carinhosamente, Milola. É uma figura única do nosso meio académico. O seu timbre de voz confere particularidade ao vulgar. A sua vivacidade recria a ausência. A sua inteligência acrescentou uma página, bem ilustrada, de pedagogia informal. Mas de aprendizagem efectiva.
Miguel Torga teria gostado. Pela certa!



Carlos Almeida

Celebrar Torga

Celebrar Torga (1907-2007)De acordo com o Plano de Actividades da Biblioteca desta Escola, teve lugar no dia 15 do correntemês, um sarau evocativo da obra de Miguel Torga. O auditório vestiu -se de gala para receber o Poeta, através de uma mui digna representante - a professora doutora Milola.Especialista na obra de Torga fez-nos vibrar com a leitura de diversos poemas, que foi sendo intercalada com breves considerações sobre o Homem e a Obra. Certamente, a professora Milola com o seu virtuosismo literário conseguiu alargar o número de admiradores do escritor. Os professores Fernando Carmona e Carlos Marques enriqueceram estes momentos com poemas ditos: " Prece " acompanhada à guitarra por uma partitura de Sérgio de Azevedo, e " Apego ". Uns docinhos enfeitados com excertos de poemas de Torga deliciaram os presentes. Este evento contou com uma numerosa participação, professores, encarregados de educação, bem como de outras individualidades.